35 - O espaço Universal é infinito ou limitado?
"Infinito. Supõe-se no limitado: que haveria para lá de seus limites? Isto te confunde a razão, bem o sei; no entanto, a razão te diz que não pode ser de outro modo. O mesmo se dá com o infinito em todas as coisas. Não é na pequenina esfera em que vos achais que podereis compreendê-lo" - Supondo-se um limite ao Espaço, por mais distante que a imaginação o coloque, a razão diz que além desse limite há alguma coisa e assim, gradativamente, até o infinito, porquanto, embora essa alguma coisa fosse o vazio absoluto, ainda seria Espaço.
36 - O vácuo absoluto existe em alguma parte no Espaço Universal?
"Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos."
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29 de ago. de 2009
23 de ago. de 2009
Propriedades da matéria
29 - A poderabilidade é um atributo essencial da matéria?
"Da matéria como a entendeis, sim; não, porém, da matéria considerada como fluido universal. A matéria etérea e sutil que constitui esse fluido vos é imponderável. Nem por isso, entretanto, deixa de ser o princípio de vossa matéria pesada" - A gravidade é uma propriedade relativa. Fora das esferas de atração dos mundos, não há peso, do mesmo modo que não há alto nem baixo.
30 - A matéria é formada de um só, ou de muitos elementos?
"De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva"
31 - Donde se originam as diversas propriedades da matéria?
"São modificações que as moléculas elementares sofrem, por efeito de sua união, em certas circunstâncias."
31 - De acordo com o que vindes de dizer, os sabores, os odores, as cores, o som, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos não passam de modificações de uma única substância primitiva?
"Sem dúvida e que só existem devido à disposição dos órgãos destinados a percebê-las" - A demonstração desde princípio se encontra no fato de que nem todos percebemos as qualidades dos corpos do mesmo modo: enquanto que uma coisa agrada ao gosto de um, para o outro é detestável; o que uns vêem azul, outros vêem vermelho; o que para uns é veneno, para outros é inofensivo ou salutar.
- Acredito eu, Lyz, que o que queriam exemplificar é que as características da matéria só existem pela nossa capacidade de interpretá-las. Se não tivéssemos um nariz, não existiria cheiro. Da mesma forma que existem milhares de outras coisas no universo que não percebemos, e assim concluimos que simplesmente não existe. Ainda assim, temos percepções diferentes daquilo que podemos interpretar.
33 - A mesma matéria elementar é suscetível de experimentar todas as modificações e de adquirir todas as propriedades?
"Sim, e é isso o que se deve entender, quando dizemos que tudo está em tudo*" - O oxigênio, o azoto, o carbono e todos os corpos que consideramos simples são meras modificações de uma substância primitiva. Na impossibilidade em que ainda nos achamos de remontar, a não ser pelo pensamento, a esta matéria primária, esses corpos são para nós verdadeiros elementos e podemos, sem maiores consequências, tê-los como tais, até nova ordem.
a)Não parece que esta teoria dá razão aos que não admitem na matéria senão duas propriedades essenciais: a força e o movimento, entendendo que todas as demais propriedades não passam de efeitos secundários, que variam conforme à intensidade da força e à direção do movimento?
"É acertado essa opnição. Falta somente acrescentar: e conforme à disposição das moluculas, como o mostra, por exemplo, um corpo opaco que pode tornar-se transparente, e vice-versa."
34 - As moléculas tem forma determinada?
"Certamente, as moléculas têm uma forma, porém não sois capazes de apreciá-la"
a) Essa forma é constante ou variável?
"Constante a das moléculas elementares primitivas; variavel a das moléculas secundárias, que mais não são do que aglomerações das primeiras. Porque, o que chamais molécula longe ainda está da molécula elementar"
*Este princípio explica o fenômeno conhecido de todos os magnetizadores e que consiste em dar-se, pela ação da vontade, a uma substância qualquer, à água por exemplo, propriedades muito diversas: um gosto determinado e até qualidades ativas de outras substâncias. Desde que não há mais de um elemento primitivo e que as propriedades dos diferentes corpos são apenas modificações desse elemento, o que se segue é que a mais inofensiva substância tem o mesmo princípio que a mais deletéria. Assim, a água, que se pompõe de uma parte de oxigênio e duas de hidrogênio, se torna corrosiva, duplicando-se a proporção do oxigênio. Transformação análoga se pode produzir por meio da ação magnética dirigida pela vontade.
"Da matéria como a entendeis, sim; não, porém, da matéria considerada como fluido universal. A matéria etérea e sutil que constitui esse fluido vos é imponderável. Nem por isso, entretanto, deixa de ser o princípio de vossa matéria pesada" - A gravidade é uma propriedade relativa. Fora das esferas de atração dos mundos, não há peso, do mesmo modo que não há alto nem baixo.
30 - A matéria é formada de um só, ou de muitos elementos?
"De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva"
31 - Donde se originam as diversas propriedades da matéria?
"São modificações que as moléculas elementares sofrem, por efeito de sua união, em certas circunstâncias."
31 - De acordo com o que vindes de dizer, os sabores, os odores, as cores, o som, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos não passam de modificações de uma única substância primitiva?
"Sem dúvida e que só existem devido à disposição dos órgãos destinados a percebê-las" - A demonstração desde princípio se encontra no fato de que nem todos percebemos as qualidades dos corpos do mesmo modo: enquanto que uma coisa agrada ao gosto de um, para o outro é detestável; o que uns vêem azul, outros vêem vermelho; o que para uns é veneno, para outros é inofensivo ou salutar.
- Acredito eu, Lyz, que o que queriam exemplificar é que as características da matéria só existem pela nossa capacidade de interpretá-las. Se não tivéssemos um nariz, não existiria cheiro. Da mesma forma que existem milhares de outras coisas no universo que não percebemos, e assim concluimos que simplesmente não existe. Ainda assim, temos percepções diferentes daquilo que podemos interpretar.
33 - A mesma matéria elementar é suscetível de experimentar todas as modificações e de adquirir todas as propriedades?
"Sim, e é isso o que se deve entender, quando dizemos que tudo está em tudo*" - O oxigênio, o azoto, o carbono e todos os corpos que consideramos simples são meras modificações de uma substância primitiva. Na impossibilidade em que ainda nos achamos de remontar, a não ser pelo pensamento, a esta matéria primária, esses corpos são para nós verdadeiros elementos e podemos, sem maiores consequências, tê-los como tais, até nova ordem.
a)Não parece que esta teoria dá razão aos que não admitem na matéria senão duas propriedades essenciais: a força e o movimento, entendendo que todas as demais propriedades não passam de efeitos secundários, que variam conforme à intensidade da força e à direção do movimento?
"É acertado essa opnição. Falta somente acrescentar: e conforme à disposição das moluculas, como o mostra, por exemplo, um corpo opaco que pode tornar-se transparente, e vice-versa."
34 - As moléculas tem forma determinada?
"Certamente, as moléculas têm uma forma, porém não sois capazes de apreciá-la"
a) Essa forma é constante ou variável?
"Constante a das moléculas elementares primitivas; variavel a das moléculas secundárias, que mais não são do que aglomerações das primeiras. Porque, o que chamais molécula longe ainda está da molécula elementar"
*Este princípio explica o fenômeno conhecido de todos os magnetizadores e que consiste em dar-se, pela ação da vontade, a uma substância qualquer, à água por exemplo, propriedades muito diversas: um gosto determinado e até qualidades ativas de outras substâncias. Desde que não há mais de um elemento primitivo e que as propriedades dos diferentes corpos são apenas modificações desse elemento, o que se segue é que a mais inofensiva substância tem o mesmo princípio que a mais deletéria. Assim, a água, que se pompõe de uma parte de oxigênio e duas de hidrogênio, se torna corrosiva, duplicando-se a proporção do oxigênio. Transformação análoga se pode produzir por meio da ação magnética dirigida pela vontade.
10 de ago. de 2009
Espírito e a matéria
21 - A matéria existe desde toda a eternidade, como Deus, ou foi criada por ele em dado momento?
"Só Deus o sabe. Há uma coisa, todavia, que a razão deve indicar: é que Deus, modelo de amor e caridade, nunca esteve inativo. Por mais distante que logreis figurar o início de sua ação, podereis concebê-lo ocioso, um momento que seja?"
22 - Define-se geralmente a matéria como sendo - o que tem extensão, o que é capaz de nos impressionar os sentidos, o que é impenetrável. São exatas essas definições?
"Do vosso ponto de vista, elas o são, por que não falais senão do que conheceis. Mas a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para vós, porém, não o seria"
a) Que definição podeis dar a matéria?
"A matéria é o laço que prende o espírito; é o instrumento, de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação." - Deste ponto de vista, pode-se dizer que a matéria é o agente, o intermediário com o auxílio do qual atua o espírito.
23 - Que é o espírito?
"O princípio inteligente do Universo"
a) Qual a natureza íntima do espírito?
"Não é fácil analisar o espírito com vossa linguagem. Para vós, ele é nada, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa. Ficai sabendo: coisa nenhuma é o nada, e o nada não existe."
24 - É o espírito sinônimo de inteligência?
"A inteligência é um atributo essencial do espírito. Uma e outro, porém, se confundem num princípio comum, de sorte que, para vós, são a mesma coisa."
25 - O espírito indepened da matéria, ou é apenas uma propriedade desta, como as cores são da luz e o som do ar?
"São distintos uma do outro; mas, a união do espírito e da matéria é necessária para intelectualizar a matéria"
a) Essa união é igualmente necessária para a manifestação do espírito? (Entendemos aqui por espírito o princípio da inteligência, abstração feita das individualidades que por esse nome se designam)
"É necessária a vós outros, por que não tendes organizaçõa apta a perceber o espírito sem a matéria. A isto não são apropriados os vossos sentidos."
26 - Poder-se-á conceber o espírito sem a matéria e a matéria sem o espírito?
"Pode-se, é fora de dúvida, pelo pensamento."
27 - Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o espírito?
"Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo que existe, a trindade universal. Mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira que para que o espírito possa exercer ação sobre ela. Embora de certo ponto de vista seja lícito classificá-lo como o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o espírito também não o fosse. Está colocado entre o espírito e a matéria; suas inumeráveis combinações com esta e sob ação do espírito, de produzir a infinita variedade de coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá."
a) Esse fluido será o que designamos pelo nome de eletricidade?
"Dissemos que ele é suscetível de inúmeras combinações. O que chamais fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que não é, propriamente falando, senão matéria mais perfeita, mais sutil e que se poed considerar independente"
28 - Pois que o espírito é, em si, alguma coisa, não seria mais exato e menos sujeito a confusão dar aos dois elementos gerais as designações de 'matéria inerte' e "matéria inteligente'?
"As palavras pouco importam. Compete-vos a vós formular a vossa linguagem de maneira a vos entenderdes. As vossas controvérias provêm, quase sempre, de não vos enternderdes acerca dos termos que empregais, por ser incompleta a vossa linguagem para exprimir o que não vos fere os sentidos" - Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria destituída de inteligência e vemos um princípio inteligente que independe da matéria. A origem e a conexão destas duas coisas nos são desconhecidas. Se promanam ou não de uma só fonte; se há pontos de contato entre ambas; se a inteligência tem existência própria, ou se é uma propriedade, um efeito; se é mesmo, conforme à opnião de alguns, uma emanação da Divindade, ignoramos. Elas se nos mostram como sendo distintas; daí o considerarmo-las formando os dois princípios constitutivos do Universo. Vemos acima de tudo isso uma inteligência que domina todas as outras, que as governa, que se distingue delas por atributos essenciais. A essa inteligência suprema é que chamamos de deus.
"Só Deus o sabe. Há uma coisa, todavia, que a razão deve indicar: é que Deus, modelo de amor e caridade, nunca esteve inativo. Por mais distante que logreis figurar o início de sua ação, podereis concebê-lo ocioso, um momento que seja?"
22 - Define-se geralmente a matéria como sendo - o que tem extensão, o que é capaz de nos impressionar os sentidos, o que é impenetrável. São exatas essas definições?
"Do vosso ponto de vista, elas o são, por que não falais senão do que conheceis. Mas a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil, que nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para vós, porém, não o seria"
a) Que definição podeis dar a matéria?
"A matéria é o laço que prende o espírito; é o instrumento, de que este se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação." - Deste ponto de vista, pode-se dizer que a matéria é o agente, o intermediário com o auxílio do qual atua o espírito.
23 - Que é o espírito?
"O princípio inteligente do Universo"
a) Qual a natureza íntima do espírito?
"Não é fácil analisar o espírito com vossa linguagem. Para vós, ele é nada, por não ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa. Ficai sabendo: coisa nenhuma é o nada, e o nada não existe."
24 - É o espírito sinônimo de inteligência?
"A inteligência é um atributo essencial do espírito. Uma e outro, porém, se confundem num princípio comum, de sorte que, para vós, são a mesma coisa."
25 - O espírito indepened da matéria, ou é apenas uma propriedade desta, como as cores são da luz e o som do ar?
"São distintos uma do outro; mas, a união do espírito e da matéria é necessária para intelectualizar a matéria"
a) Essa união é igualmente necessária para a manifestação do espírito? (Entendemos aqui por espírito o princípio da inteligência, abstração feita das individualidades que por esse nome se designam)
"É necessária a vós outros, por que não tendes organizaçõa apta a perceber o espírito sem a matéria. A isto não são apropriados os vossos sentidos."
26 - Poder-se-á conceber o espírito sem a matéria e a matéria sem o espírito?
"Pode-se, é fora de dúvida, pelo pensamento."
27 - Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o espírito?
"Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo que existe, a trindade universal. Mas, ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha papel de intermediário entre o espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira que para que o espírito possa exercer ação sobre ela. Embora de certo ponto de vista seja lícito classificá-lo como o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o espírito também não o fosse. Está colocado entre o espírito e a matéria; suas inumeráveis combinações com esta e sob ação do espírito, de produzir a infinita variedade de coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá."
a) Esse fluido será o que designamos pelo nome de eletricidade?
"Dissemos que ele é suscetível de inúmeras combinações. O que chamais fluido elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que não é, propriamente falando, senão matéria mais perfeita, mais sutil e que se poed considerar independente"
28 - Pois que o espírito é, em si, alguma coisa, não seria mais exato e menos sujeito a confusão dar aos dois elementos gerais as designações de 'matéria inerte' e "matéria inteligente'?
"As palavras pouco importam. Compete-vos a vós formular a vossa linguagem de maneira a vos entenderdes. As vossas controvérias provêm, quase sempre, de não vos enternderdes acerca dos termos que empregais, por ser incompleta a vossa linguagem para exprimir o que não vos fere os sentidos" - Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria destituída de inteligência e vemos um princípio inteligente que independe da matéria. A origem e a conexão destas duas coisas nos são desconhecidas. Se promanam ou não de uma só fonte; se há pontos de contato entre ambas; se a inteligência tem existência própria, ou se é uma propriedade, um efeito; se é mesmo, conforme à opnião de alguns, uma emanação da Divindade, ignoramos. Elas se nos mostram como sendo distintas; daí o considerarmo-las formando os dois princípios constitutivos do Universo. Vemos acima de tudo isso uma inteligência que domina todas as outras, que as governa, que se distingue delas por atributos essenciais. A essa inteligência suprema é que chamamos de deus.
Conhecimento do princípio das coisas
17 - É dado ao homem conhecer o princípio das coisas?
"Não, Deus não permite que ao homem tudo seja revelado neste mundo."
18 - Penetrará o homem um dia no mistério das coisas que lhe estão ocultas?
"O véu se levanta a seus olhos à medida que ele se depura; mas, para compreender certas cosias são-lhe precisas faculdades que ainda não possui."
19 - Não pode o homem, pelas investigações científicas, penetrar alguns dos segredos da Natureza?
"A ciência lhe foi dada para seu adiantamento em todas as coisas; Ele porém não pode ultrapassar os limites que Deus estabeleceu." - Quanto mais consegue o homem penetrar nesses mistérios, tanto maior admiração lhe devem causar o poder e a sabedoria do Criador. Entertanto, seja por orgulhos, seja por fraqueza, sua própria inteligência o faz joguete de ilusão. Ele amotoa sistemas sobre sistemas e cada dia que passa lhe mostra quantos erros tomou por verdade e quantas verdades rejeitou como erros. São outra tantas decepções para o seu orgulho.
20 - Dado é ao homem receber, sem ser por meio das investigações da ciência, comunicações de ordem mais elevada acerca do que lhe escapa ao testemunho dos sentidos?
"Sim, se o julgar conveniente, Deus pode revelar o que à ciência não é dado apreender" - Por essas comunicações é que o homem adquire, dentro de seus limites, o conhecimento do seu passado e do seu futuro.
"Não, Deus não permite que ao homem tudo seja revelado neste mundo."
18 - Penetrará o homem um dia no mistério das coisas que lhe estão ocultas?
"O véu se levanta a seus olhos à medida que ele se depura; mas, para compreender certas cosias são-lhe precisas faculdades que ainda não possui."
19 - Não pode o homem, pelas investigações científicas, penetrar alguns dos segredos da Natureza?
"A ciência lhe foi dada para seu adiantamento em todas as coisas; Ele porém não pode ultrapassar os limites que Deus estabeleceu." - Quanto mais consegue o homem penetrar nesses mistérios, tanto maior admiração lhe devem causar o poder e a sabedoria do Criador. Entertanto, seja por orgulhos, seja por fraqueza, sua própria inteligência o faz joguete de ilusão. Ele amotoa sistemas sobre sistemas e cada dia que passa lhe mostra quantos erros tomou por verdade e quantas verdades rejeitou como erros. São outra tantas decepções para o seu orgulho.
20 - Dado é ao homem receber, sem ser por meio das investigações da ciência, comunicações de ordem mais elevada acerca do que lhe escapa ao testemunho dos sentidos?
"Sim, se o julgar conveniente, Deus pode revelar o que à ciência não é dado apreender" - Por essas comunicações é que o homem adquire, dentro de seus limites, o conhecimento do seu passado e do seu futuro.
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